Os números da Sondagem Indústria da Construção realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria e Construção (CBIC), divulgada ontem, revelam que o setor está mesmo com o pé no freio.
Analistas definem a performance atual da construção como "fraca" e com ritmo muito abaixo do esperado pelos empresários.
A expectativa é que haja recuperação do setor no meio do ano mas, pelo andar da carruagem, não é difícil encontrar quem duvide...
Vamos aos números: o nível de atividade ficou em 51,5 pontos, ante os 49,4 registrados em fevereiro. Embora a pontuação seja ligeiramente maior, analistas da CNI ressaltam que isso ainda não pode ser considerado como reversão do dasaquecimento do setor da construção.
Ainda de acordo com a Sondagem da CNI, entre os principais problemas enfrentados pelos empresários estão a falta de trabalhadores qualificados, a elevada carga tributária, o alto custo da mão de obra e as taxas de juros elevadas.
O relatório também revela uma dado no mínimo insuspeito: aponta como agravante para o cenário de desaquecimento o aumento da dificuldade de acesso ao crédito, sobretudo entre as empresas de pequeno e médio porte.
Para avaliar melhor a pesquisa e os resultados da Sondagem Indústria da Construção é importante saber que ela foi feita entre os dias 2 e 17 de abril com representantes de 437 empresas (155 de pequeno porte, 173 médias e 109 grandes).
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