27/04/2012

SETOR DA CONSTRUÇÃO EM RITMO LENTO


Os números da Sondagem Indústria da Construção realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria e Construção (CBIC), divulgada ontem, revelam que o setor está mesmo com o pé no freio.

Analistas definem a performance atual da construção como "fraca" e com ritmo muito abaixo do esperado pelos empresários.

A expectativa é que haja recuperação do setor no meio do ano mas, pelo andar da carruagem, não é difícil encontrar quem duvide...

Vamos aos números: o nível de atividade ficou em 51,5 pontos, ante os 49,4 registrados em fevereiro. Embora a pontuação seja ligeiramente maior, analistas da CNI ressaltam que isso ainda não pode ser considerado como reversão do dasaquecimento do setor da construção.

Ainda de acordo com a Sondagem da CNI, entre os principais problemas enfrentados pelos empresários estão a falta de trabalhadores qualificados, a elevada carga tributária, o alto custo da mão de obra e as taxas de juros elevadas.

O relatório também revela uma dado no mínimo insuspeito: aponta como agravante para o cenário de desaquecimento o aumento da dificuldade de acesso ao crédito, sobretudo entre as empresas de pequeno e médio porte.

Para avaliar melhor a pesquisa e os resultados da Sondagem Indústria da Construção é importante saber que ela foi feita entre os dias 2 e 17 de abril com representantes de 437 empresas (155 de pequeno porte, 173 médias e 109 grandes).

24/04/2012

EM NATAL, QUEM AVISA AMIGO É...


Uma notícia vinda de Natal, RN, sobre atraso na entrega de imóvel, chamou atenção ontem nas páginas do Jornal Valor Econômico.

O juiz Geomar Brito Medeiros, da 11ª Vara Cível de Natal, condenou a C&E Construtora Ltda (Método Constrututivo Diferenciado) a pagar R$ 750,00 por mês a dois clientes que compraram apartamento da construtora e não receberam o imóvel, no prazo. E isso sem prejuízo da multa contratual, é claro.

A quantia corresponde a 5% do valor venal de mercado do imóvel adquirido por eles.

E ainda tem mais: o juiz arbitrou multa de R$ 1 mil por cada evento que venha significar descumprimento da decisão.

Quer mais? Pois tem: a decisão da justiça de Natal forma importante jurisprudência, não esqueçam.

12/04/2012

PDG - MAL NA FOTO

Primeiro, foi a Tenda, responsabilizada pelo tropeço da Gafisa, revelado no balanço do último trimestre de 2011. Agora, é a vez da Agre ser colocado como vilã dos números preocupantes da PDG no 4º trimestre, que representaram um recuo de 85% ante R$ 213,1 milhões, reportados em igual período do ano anterior.

A expectativa da PDG é que as margens da companhia possam melhorar até o final de 2012, à proporção que os antigos projetos da Agre - com margens menores - forem sendo entregues.

Não é difícil entender: esses projetos da Agre, com rentabilidade de 20% a 24%, contribuíram para afetar os números da PDG, uma vez que respondem por parcela de 35% a 40% das margens da companhia.

A redução da participação de terceiros no total das obras também deve contribuir para a melhora dos números da PDG. Vale lembrar que, no quarto trimestre, a margem bruta da companhia foi de 18,5%, ante 28,2% no mesmo período de 2010.

A Agre também está sendo responsabilizada por grande parte dos atrasos na entrega das obras, que tem ocupado a mídia e os fóruns online com uma enxurrada de queixas de clientes. Mas, em rel~ção a isso, é bom que se diga que, das 32,4 mil unidades entregues pela PDG no ano passado, os projetos da Agre responderam por um terço.

Cheguei a ler em um dos fóruns online sérias queixas de clientes sobre a PDG, que comparavam o atendimento que receberam da companhia ao dispensado ao gado tocado nos pastos... Bom, pelo menos isso não pode ser atribuído à Agre, não é?

10/04/2012

GAFISA - QUASE R$ 1 BI DE PREJUÍZO

Agora é oficial: durante a madrugada, a Gafisa divulgou prejuízo líquido auditado de R$ 945 milhões em 2011.

Ou seja, a perda é inferior à de R$ 1,093 bilhão anunciada na semana passada em balanço preliminar. A bem da verdade, ligeiramente inferior.

Com o suporte da conceituada Ernst & Young como auditora, foram feitos ajustes contábeis que deixaram o preju da Gafisa um pouco inferior a R$ 1 bi...

Após a auditagem, o estouro total de orçamento ficou em R$ 889,5 milhões, sendo 31% da divisão Gafisa e 69% da Tenda.

A culpa dessa diferença? Esse ajuste estava contabilizado todo no 4º trimestre de 2011. Após a conclusão da auditagem, foi contabilizado 83% do valor em 2011 e 17% em 2010.

Ajusta aqui, ajusta ali, o certo é que, no quarto trimestre, a Gafisa registrou um baita prejuízo líquido de R$ 998,1 milhões.

03/04/2012

Tentando entender a Gafisa (cont.)

Quando comparamos a performance da Gafisa em 2010 e 2011, a impressão que se tem é que pela companhia passou um tsunami. Os números são impressionantes: em 2010, dignos de comemoração; e, em 2011, uma lástima.

É bom que se diga que esses dados , que causaram frisson no mercado, são preliminares, não foram auditados e não informam os dados referentes ao quarto trimestre de 2011.

Em reportagem do Valor Econômico, as demonstrações financeiras completas da companhia e o parecer da auditoria serão divulgados somente no dia 9 de abril.

O fato é que, pelo que se tem até agora, a receita líquida da Gafisa caiu 25% no ano passado, fazendo crescer em 95% seu prejuízo financeiro líquido.

E por óbvio que o mercado em polvorosa quer saber o que pode ter causado essa reviravolta, após uma boa performance em 2010.

Provavelmente, ajustes de R$ 889,532 milhões ocorridos no quarto trimestre, impactaram os resultados em 2011, por levarem à reversão total de receita de R$ 1,2 bilhão.

Culpa maior da Tenda, que respondeu por 69% dos ajustes, uma vez que a Gafisa é responsável por menor quinhão: 31%.

Vale lembrar que metade desses ajustes se referem à revisão de orçamentos de projetos.

E a outra metade? A mudança de estratégia da companhia vai responder por ela, certamente.

A forma como foram conduzidos os distratos de unidades da Tenda e a reavaliação de terrenos que deixaram de ser considerados estratégicos, podem ter contribuído para essa situação.

Para 2012, com redução de cerca de 14% em relação ao ponto médio do ano passado, a companhia escalonou seus lançamentos da seguinte forma; 50% são da marca Gafisa, 40% de Alphaville e 10% de Tenda.

02/04/2012

Despencando

Um tombo feio é o mínimo que se pode dizer das ações da Gafisa no pregão de hoje...

Diante do anúncio preliminar de prejuízo líquido de mais de R$ 1 bilhão, no início do pregão , as ações da Gafisa despencaram. Não podia ser diferente, uma vez que que a companhia havia tido um lucro de R$ 416,05 milhões em 2010 e agora  divulga esse prejuízo enorme.

Para analistas do Crédit Suisse, é evidente que a deterioração dos resultados da Gafisa, referentes ao 4º trimestre de 2011, são reflexo de ajustes necessários que acabaram sendo postergados para o final do ano passado. 

Com a elegância habitual, o relatório do banco recomenda que os investidores sejam "cautelosos" com as ações da Gafisa... Ou seja, todo cuidado é pouco, diante das incertezas geradas pelos últimos números da companhia.

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APAGÃO NO MCMV



E não é que um apagão foi o responsável pelo atraso na entrega de mais de cem mil residências prontas do Minha Casa Minha Vida? Pode uma coisa dessas?

Não dá pra acreditar que tantas casas, prontas para receber a população mais pobre, ainda não foram ocupadas por falta de energia elétrica!

Por esse motivo (absurdo, diga-se de passagem) há hoje, no país, prédios, vilas, ruas-fantasma, sem moradores porque estão as casas estão no escuro!!!

Esse problema de dar dó vai comprometer, por óbvio, mais ainda, os resultados do principal programa habitacional do atual governo.

Casos assim foram verificados no interior de SP, em Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte. E sabe-se lá onde mais...

Na apuração desse imbróglio vergonhoso, companhias de energia elétrica e construtoras atacam umas às outras, a culpa sendo jogada ao vento.

As companhias alegam que "os ritos para a solicitação de instalação de energia não foram plenamente seguidos"... E as casas continuam sem luz.

 
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